
Cientistas dispararam, nesta quarta-feira, os primeiros prótons dentro de um túnel de 27 quilômetros no maior acelerador de partículas do mundo.
O lançamento é o maior experimento da história da física para entender a origem do universo. O líder do projeto, Lyn Evans, deu a ordem para lançar os prótons dentro do Large Hadron Collider (LHC), de US$ 3,8 bilhões, no subsolo da fronteira da Suíça com a França.
Os cientistas esperam fornecer a força necessária para romper os componentes dos átomos a ponto de ser possível ver como eles são feitos.
O início da experiência era largamente aguardado por 9 mil físicos ao redor do mundo que conduzirão experimentos no local.
Alguns céticos disseram temer que a colisão dos prótons pudesse provocar o fim do mundo.
O experimento deve repetir trilhões de vezes o momento ocorrido cerca de 15 bilhões de anos atrás quando, conforme crêem os cosmólogos, um objeto incrivelmente denso e quente do tamanho de uma moeda explodiu, expandindo-se rapidamente para criar as estrelas, os planetas e, um dia, a vida na Terra.
O esforço de 9 bilhões de dólares realizado na Cern, entidade da qual participam 20 países europeus, começa com um procedimento relativamente simples: injetar um raio de partículas no túnel subterrâneo.
Os técnicos tentarão primeiro injetar um raio em uma direção do colisor hermeticamente fechado e localizado cerca de 100 metros abaixo do solo.
Uma vez feito isso -- e autoridades da Cern afirmam não haver garantia de que o experimento dê certo na primeira tentativa ou mesmo nos primeiros dias de tentativa --, os técnicos projetarão um raio, também a uma velocidade um pouco menor que a da luz, na direção contrária.
(Com informações da Agência Reuters)

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